Sugestões, Pedidos e Dúvidas

Bem, espero que todos sintam-se livres para requisitar trabalhos específicos, sugerir procedimentos de postagem, fazer algum pedido ou tirar qualquer dúvida.

Agradeço pelas visualizações, mas agradecerei ainda mais pela participação no trabalho! Sintam-se livres para comentar e participar da construção das obras que serão para todos nós!

Se não quiserem fazer isso diretamente aqui, em alguns dos posts, há ainda a página no facebook



1 de agosto de 2017

À caminho de casa

Justo agora, à caminho de casa, dei-me conta de algo que pareceu-me acertadíssimo sobre Perfeição.

Não sobre o que é perfeição. Afinal, por mais que definir esta palavra possa parecer fácil, definir, ‘perfeitamente’, o que ela quer dizer na prática, é quase impossível. Me parece ser como contar até infinito, ou caminhar até o horizonte.

Pensei então em figuras que geralmente são consideradas perfeitas, ou que ao menos nos servem de exemplo para entender a perfeição. E nem mesmo elas o são. Por que, como é possível ser perfeito? Vivemos em um mundo com outros seres humanos, e a perfeição não funciona em sociedade.

Em cada canto dizem uma coisa. Nesta porção do mundo, cristã, somos pautados por uma moral dicotômica de certo e errado, de bem e mal, do belo e do horrível... E mesmo que seguíssemos os passos de Jesus um camarada, que até mesmo eu, ateu, tenho grande respeito e admiração, acabaríamos de um modo ou de outro apenas mortos, como ele. Já que pra uma galera daquela época a perfeição dele não servia.

Vivemos em um mundo onde há muitas diferentes perfeições.

Talvez seja essa a dantesca causa da dificuldade de definir Perfeição.

No entanto, há nisso tudo um outro problema – Gerado por estas expectativas coletivas com relação a própria humanidade: Por que é que queremos ser perfeitos?

As religiões, os mitos, os heróis, tantas destas histórias nos fazem crer em super humanos, nos fazem crer que existe uma elite de seres humanos tão, mas tão fodas, que nós precisamos ser sempre melhores. Que precisamos, ao menos um dia, ser perfeitos.

E se parássemos por uns instantes de tentarmos “ser perfeitos” e apenas “ser”?

Talvez aflorassem alguns monstros. Talvez aflorasse o que sentimos de verdade, quem, verdadeiramente, queremos ser. Talvez o que somos seja muito feio, terrível até. Mas essa feiura é de verdade? Nós realmente nos achamos tão terríveis assim, por pensar o que pensamos, por sentir o que sentimos? Ou a lente que nosso povo nos deu para nos olharmos é que nos distorce tão brutalmente a ponto de não nos reconhecermos?

Nos fazem acreditar que somos míopes de alma. Nos mostram umas almas, então, para servir de referência. – É assim que você tem que ser. Siga o exemplo. Dê o exemplo.

Nos negamos o tempo todo, pois queremos ser perfeitos.

Se é que queremos ser perfeitos. Pra quê? E pra quem?

Mas sempre tentamos. E bem quando achamos que estamos chegando mais perto, vem alguém nos dizer que não é assim. Vem alguém e nos crucifica, vem alguém e ateia fogo em nosso corpo, vem alguém e nos bate na rua, vem alguém e nos xinga no trânsito, vem alguém e grita conosco no trabalho, vem alguém e nos educa na escola, vem alguém e nos ama em casa.

A perfeição... é nossa, ou deles?

Quem sabe seja uma perfeição coletiva... Besteira.

Será que uma ou outra religião que é perfeita? Uma está certa e as demais equivocadas?!

É uma identidade só que posso ter? Ou várias? Mas tenho que ser menino, né?

E o que eu sou? E o que eu quero ser? E o que eu posso ser?

Só é perfeito se eu tiver o aval?

O teu aval?

Meu ovo.

Estou à caminho de casa.
E nela eu sou quem eu quiser ser.
E você também deveria, ou não. Seja sua própria perfeição.

Mas seja.

Não deixemos de Ser.

22 de março de 2017

Ser eu

Já faz muito tempo que não escrevo.
Talvez por que ter perdido-me um pouco no movimento de escutar.
Não queria dizer verdades. Queria escutar as verdades dos outros, mas deixei de escutar um pouco a mim, e, na verdade, acho que foi por isso que parei de escrever.
Não queria escutar-me mais.
É mais facil escutar o outro, responder ao outro, refletir o outro.
É impossível, no entanto, ser o outro, de modo que só resta a mim ser eu mesmo.
Mas são tantos eus.
'Eu' é tanta coisa, que às vezes cansa... às vezes doi...
Escrevo agora, por que, depois dos meus dois últimos dias, era só o que me faltava - escrever.
Fui jogado num quarto escuro onde apenas eu e eu estávamos.
Fizemos de tudo. Primeiro nos encaramos. Ficamos um longo tempo assim, tentando reconhecer no eu refletido o eu contido. Choramos, sorrimos, nos abraçamos, nos amamos e conversamos demais.
Por fim escrevemos juntos... Isto, que não sei o que é.

Deixar de escrever foi uma maneira de deixar viver os tantos "eus" que sempre vivi. Em algum momento uma fuga, mas na verdade é o encontro.
Com o tempo, pensamos em coisas e logo deixamos de pensar. Tempo é transformação, e com ele nos transformamos.
Contudo, negar o que se é, ou fugir do que se sente não é transformação, senão destruição.
Medo.
Eu quero ser quem sou, escrever o que sonho, sonhar acordado. Ver o mundo belo com as cores que eu quiser ver.
O outro sempre estará no horizonte, o outro andará comigo de mãos dadas.
E descobri que sendo eu mesmo, posso ser o outro de alguém.
Ser quem se é, não é algo fácil de se ser.
Mas se não formos, quem será, não é mesmo?
Sendo assim, naquele dia, naquele quarto decidi que seria eu.
Não significa que o esteja sendo, tanto quanto eu gostaria. Mas estou sendo o máximo que posso ser.
E, quem sabe, com o tempo, seja cada vez mais eu.
E convido todos os outros que quiserem ser comigo, eu e você.
Com isto que não sei o que é, volto a escrever.

2 de setembro de 2015

O que te faz acordar todos os dias?



Dentro da minha cabeça, todas as pessoas parecem ter a resposta pra isso. E eu me sinto meio idiota de não saber como responder. Eu penso e penso sobre isso, algumas possibilidades disputam entre si para ver qual delas será proferida, mas nenhuma nunca sai vitoriosa. Eu tenho sonhos, objetivos, ideias, família, amigos, trabalhos, saudades, esperança e um mundo inteiro de possibilidades para serem exploradas. Tento e tento dar conta da vida, fazê-la valer, fazer diferença, mas ‘vida’ é um conceito tão abstrato que às vezes parece que não fazer nada é até mais vantajoso, ou, no mínimo, mais prazeroso do que viver.

Outro conceito dificílimo, embora muito mais notável. O que é a vida? Quando comparada ao prazer? Sinto que muita gente acaba confundindo as duas coisas. Ou sou eu que as dissocio demais?

Sinto que às vezes minha vida é uma solução tão densa e saturada que o prazer decanta, e forma uma camada espessa e pegajosa lá no fundo, me deixando apenas duas alternativas: Ou me afogo nela tentando alcançar aquele prazer ou observo-a, lá de cima da beirinha do copo, apenas imaginando o que eu poderia encontrar lá no fundo.

Obviamente tem algo errado nisso. Mas acredite, eu já tentei mergulhar algumas vezes e ver no que dá. Neste exato momento estou tentando avaliar como será meu próximo mergulho.

Você quer ser feliz? Você quer construir um novo mundo? Você quer deixar sua marca? Você quer ajudar? Você quer alcançar um sonho? Você quer fazer alguém feliz? Você quer vingança? Quer reatar seus laços com alguém? Quer fazer arte? Quer ser lembrado? Quer viver uma vida memorável? Quer acumular riquezas? Quer causar inveja? Conquistar o que nunca teve? Garantir para quem ama uma vida repleta de alegrias? Viajar? Conhecer o mundo? Conhecer as pessoas? Aprender tudo o que for possível? Deitar-se com quem ama? Ser amado? Amar? Sonhar? Dormir? Viver? Morrer? Que chegue logo o sábado? Que aquela comida esteja boa? Que quando chova sua casa não inunde? Que aquele erro que você cometeu não se transforme numa catástrofe? Que aquele segredo, ninguém descubra? Que quem se foi, volte? Seja lá o que você quer...

Por que você quer?

E este querer realmente te faz levantar todos os dias?

E quando conseguir o que tanto almeja?

E quando nada mais fizer diferença?

Acho que para viver, temos que abrir mão da própria vida. Compreender o significado do fim.

Acreditar.

Se as coisas não acabassem não seriam coisas, seriam infinito... e não queira entender o infinito, por que tentar entender o infinito é apegar-se ao fim e nem tudo acaba.

Só aquilo que conhecemos.

Existe um infinito de coisas desconhecidas, e é nisso que estou apostando, no meu próximo pulo.

É isso que me faz acordar todos os dias eu acho, o fato de o que eu sou, ainda não ser.

Até que eu acabe.

(Continua...)

3 de agosto de 2015

Cursos de Técnicas e Práticas Narrativas




Você, de Niterói e arredores, que curte escrever, criar ou contar histórias ou joga um RPG com os amigos de vez em quando. O que acha de se juntar a uma galera que trabalha com isso para discutir, aprender e desenvolver novas ferramentas de criação?

O curso vai se dividir nos seguintes módulos:
Criação de Personagens
Criação de Enredos
Criação de Universos
Expressividade Narrativa

O que mais desejamos é que as pessoas que participarem tragam suas ideias, suas propostas, suas histórias, por que acreditamos na construção coletiva. Por mais que nós preparemos as propostas de atividades para as aulas, apresentemos os materiais que usamos e tudo o mais, queremos aprender com vocês também, ouvir suas histórias e suas técnicas.

Nós do Vivendo a História (Link da Página para quem não conhece)
Vamos nos basear principalmente nas ferramentas que os Sistemas de RPG nos apresentam. Vamos explorar as formas de criação dos Storytellings, D&D, Gurps, CODA e vários outros.



Por que usar o RPG como ferramenta de aprendizado?

O Vivendo a História é um Projeto Pedagógico todo baseado no uso de Jogos, principalmente os de RPG. No caso da Literatura, o RPG não deixa de ser um grande laboratório de experimentação sobre como criar e contar histórias. Para o Teatro e Cinema ele ainda adiciona todo o teor interpretativo, e gera um resultado automático de aceitação do público, já que você está produzindo uma história em grupo, seja você o narrador ou um personagem.

O RPG nos permite criar muitas coisas, põe frente a frente as decisões do narrador e dos jogadores, quase como um Brainstorming, desenvolve a criatividade e a capacidade de improviso e muitas outras coisas que vamos buscar explorar ao longo do curso.

Por isso convidamos todos a participarem de nosso primeiro encontro, onde discutiremos as propostas de cada módulo e começaremos a criar!



Separe sua tarde de sexta para nos encontrar na Blueberry Pie (Link para quem não conhece ^^)
Aproveite para tomar um café especial delicioso e experimentar cada delícia que aquele lugar tem para oferecer!

Espero vocês lá!

11 de julho de 2015


O Livro que escrevi, "Os Cavaleiros de Porten Quauss", será relançado neste dia 18!
Mais informações sairão nesta Segunda Feira, lá na nossa página no facebook! Convido todos os leitores a irem lá festejar e adquirir o livro! O Evento vai ser muito maneiro, vou estar comemorando também o meu aniversário! E Seria muito legal ter a presença de vocês lá!

Mais notícias Aqui na Pag. do Face.

8 de junho de 2015

#4 - Estragos da Guerra //The Witcher 3: Wild Hunt//

Neste episódio Geralt encontra o irmão perdido de Dune. E, no campo de Batalha começa a refletir sobre todos os estragos que a Guerra promove... E como o destino é um ser sacana, ele se depara com diversas decisões que o forçam a tomar partidos que não queria ter que tomar... E o caminho de Geralt começa a ser trilhado nesta nova situação de conflito entre o Império Nilfgaardiano e os Reinos do Norte... Cada vez mais perto do grifo, cada vez mais perto de Yennefer.

Assistam ao Vídeo! Clique Aqui!


31 de maio de 2015

#3- Os Mortos também contam Histórias //The Witcher 3:Wild Hunt//

No dia seguinte à chegada de Geralt a Pomar Branco, ele acaba sendo hostilizado por alguns camponeses, não conseguindo evitar a briga acaba desacordando os três. Seu objetivo é matar o grifo que ronda a área para descobrir com o capitão da guarda nilfgaardiana onde está Yennefer. Para isso, procurou por Mislav, um caçador da região que saberia lhe dizer onde era o ninho da criatura. Além disso, alguns dos avisos no mural do vilarejo chamam sua atenção... e Geralt acaba se envolvendo mais do que desejava com a gente de lá... Vivos e Mortos.

Assista ao Vídeo =D


22 de maio de 2015

#2 - O grifo de Pomar Branco //The Witcher 3: Wild Hunt//

Chegando a Pomar Branco, Geralt e Vesemir se deparam com uma caravana sendo atacada por um grifo adulto e faminto. Acham estranho um animal como aquele próximo a um vilarejo, mas conseguem afugentá-lo.

O sobrevivente, Bram, diz para eles que já uma taverna em Pomar Branco, onde eles poderiam encontrar informações sobre a mulher que procuravam. Indo até lá, Geralt descobre que Yennefer foi vista discutindo com o Capitão da Guarda Nilfgaardiana... Um homem esperto que teve o desprazer de conhecer.

Assistam ao episódio e descubram como é que Geralt de Rivia passou a detestar Os Armaduras Negras acampados ali e como ele decidiu ajudar os camponeses a não esquecerem do que o Norte era feito.

Clique aqui para assistir ao vídeo!



Quem curte Jogos me entende quando eu venho postar isso no Blog. Meus passos foram forjados por diversos jogos de guerra e estratégias medievais, mitológicos e/ou fantásticos. Como Age of Empires, Age of Mythology, Skyrim, Assassin's Creed, Ogrebattle, Final Fantasy, Warcraft... dentre outros menos conhecidos... Além disso filmes e livros nestes mesmos estilos de ambientação sempre estimularam minha criatividade para desenvolver coisas neste universo.

Meu principal aliado nisso foi o RPG e diversos amigos que possibilitaram experiências incríveis em dezenas de universos maravilhosos! Agora, tendo a oportunidade de jogar mais um jogo incrível que me mune com uma tonelada de referências e me permite criar uma história divertidíssima enquanto jogo.

É por isso que vou postar esta série aqui! Mas pros que querem apenas textos... aguardem, tá vindo coisa nova por aí!

20 de maio de 2015

#1- Lilás e Groselha //The Witcher 3:Wild Hunt//


A palavra é a minha ferramenta favorita. Ela é versátil, ela é bela, ela é capaz de ligar seres humanos, descrever sentimentos, inventar e reinventar.

Estou começando uma série de vídeos onde brinco com a narração e a edição para criar uma série de episódios do jogo The Witcher 3, que foi lançado segunda feira para PC, e é baseado numa série de livros poloneses que seguem a linha mestra deste Blog: Fantasia Medieval! - Meu Gênero Favorito.

O nome do autor é Andrzej Sapkowski e a coleção de livros está sendo traduzida para o português. É um clássico polonês, pelo que vi, mas tem ganhado muita fama graças ao jogo.

Eis então o primeiro episódio da Série. Espero que gostem!


Clique aqui para assistir ao vídeo!

Sinopse do Capítulo:

Viajando com seu antigo amigo Vesemir, Geralt é atormentado por seu passado, enquanto busca por sua amada Yennefer. Ela havia mandado uma carta para ele, prometendo encontrá-lo em Arbusteira, mas a guerra entre Teméria e Nilfgaard impediu-os de se encontrar. E agora, num sonho, Geralt rememora os bons tempos que viveu com ela, após apaixonar-se perdidamente pela jovem. Seu objetivo principal era encontrá-la e a única coisa que possuía era a lembrança de seu delicioso cheiro de Lilás e Groselha.

8 de março de 2015

Aqueles olhos



Eu me deparei com aqueles olhos brilhantes me encarando da escuridão. Apenas o brilho da lua refletido em sua córnea. Sério e contido me viu passar. Com um ar de superioridade e confiança descomedidos. Ele tinha certeza do que ele queria, e eu não fazia ideia. Não conseguia captar nenhum sinal reconhecível, e preferi acreditar no que me confortava mais.


Aquele olhar me perturbou - me assustou, eu diria. Fiquei um pouco confuso sobre o que ele realmente significava. Era duro e difícil de sustentar por muito tempo. Mas extremamente belo, curioso, instigante, provocante e surpreendente. Ele parecia ler minha alma, me entender com profundidade por debaixo das pálpebras que não me lembro de ver fechadas.


Eu queria desviar os olhos, mas sentia que se o fizesse ele saltaria sobre mim, tomando conta de todo o meu ser, destroçando minha existência. Mas isso era criação da minha mente. Ele obviamente só ficaria parado e arranjaria outra coisa mais interessante para olhar, quando eu saísse de seu caminho.

Me diminuindo me ameaçando e me compreendendo, me expondo e me fazendo pensar em coisas que eu não pensaria se não defronte praquele olhar.


Maldito gato sorrateiro.