Sugestões, Pedidos e Dúvidas

Bem, espero que todos sintam-se livres para requisitar trabalhos específicos, sugerir procedimentos de postagem, fazer algum pedido ou tirar qualquer dúvida.

Agradeço pelas visualizações, mas agradecerei ainda mais pela participação no trabalho! Sintam-se livres para comentar e participar da construção das obras que serão para todos nós!

Se não quiserem fazer isso diretamente aqui, em alguns dos posts, há ainda a página no facebook



11 de maio de 2014

História - Hillforts, para pacificar ou controlar? (Introdução e Bibliografia)



Conflito, Status & Hierarquia nas Sociedades Britânicas Pré-Romanas


das Idades do Ferro Média e Tardia 



Ao caminharmos pelas ilhas britânicas observamos no horizonte, principalmente pelo sul da maior delas, em sua região conhecida como Wessex, relevos sinuosos, ou verdadeiras colinas cujos centros foram, há muito, escavados. 




Estes fenômenos pontuam de forma magnífica e grandiosa toda a paisagem das ilhas, causando estranhamento e curiosidade naqueles que se deparam com eles. Contudo, embora o fato de serem chamadas de Hillforts (“Fortes da Colina”) nos remeta imediatamente a fortificações militares, tal qual a proposta teórica inicial para estas construções, desenvolvida por Barry Cunliffe, muitos autores desconfiam de sua função bélica.
        
    Com isso em vista, este artigo visa discutir o papel que os Hillforts possuíram na construção e na transformação dos paradigmas sociais e políticos das comunidades célticas nas ilhas britânicas, mais especificamente das de Wessex, que podem nos servir de modelo para outras. Vamos abordar e fazer uso de algumas problemáticas levantadas à partir da bibliografia acadêmica especializada no assunto selecionada para nos servir de base, com um foco especial nos trabalhos do Ian Armit e J. D. Hill, arriscando também algumas inferências teóricas despretensiosas baseadas nas demais leituras.
           
 Estas nos serviram, principalmente, para compreender, de forma mais ampla o panorama social, econômico, político e cultural - se é que tudo isso não se enquadra dentro deste último - destas comunidades, permitindo então que montássemos assim nosso questionamento, de forma mais sólida e fundamentada.
          
  Seguindo o conselho que Armit dá em sua conclusão, não pretendemos discutir se os Hillforts eram ou não utilizados em guerras. Tentaremos, no entanto, discernir como se davam as relações sociais de poder nestas sociedades e de que forma a concretização destas construções podem ter vindo a influenciar ou transformar estas relações. Usaremos como base para isso das interpretações arqueológicas e sociológicas que os Hillforts nos proporcionam e do repertório de informações e questionamentos que seus estudiosos nos trazem em seus trabalhos.



1.      Bibliografia




v  ARMIT, Ian. Hillforts at War: From Maiden Castle to Taniwaha Pā. In GARDINER, Julie, editora. Proceedings of the Prehistoric Society - volume 73. 2007


v  COLLIS, John. Reconstructing Iron Age Society' Revisited.  In MOORE, Tom e ARMADA, Xosé-Lois, editores. Atlantic Europe in the First Millennium BC - Crossing the Divide. Oxford University Press.


v  CUNLIFFE, Barry. Ancient Celts. Londres, Inglaterra. Penguin Books, 1999.


v  HARDING, D. W. Iron Age Hillforts in Britain and Beyond. Oxford, Reino Unido. Universidade de Oxford, 2012.


v  HILL, J. D. How did British Middle and Late Pre-Roman Iron Age Societies Work (if they did)?. In MOORE, Tom e ARMADA, Xosé-Lois, editores. Atlantic Europe in the First Millennium BC - Crossing the Divide. Oxford University Press.


v  POPE, Rachel e RALSTON, Ian. Aproaching Sex and Status in Iron Age Britain with Reference to the Nearer Continent. In MOORE, Tom e ARMADA, Xosé-Lois, editores. Atlantic Europe in the First Millennium BC - Crossing the Divide. Oxford University Press.


v  SHARPLES, Niall. Boundaries, Status and Conflict - An Exploration of Iron Age Research in the Twentieth Century.  In MOORE, Tom e ARMADA, Xosé-Lois, editores. Atlantic Europe in the First Millennium BC - Crossing the Divide. Oxford University Press.


v  WELLS, Peter S. The Iron Age. In MILISAUSKAS, Sarunas, editor. European Prehistory - A Survey. Nova Iorque, Estados Unidos. Springer.
 
 

31 de março de 2014

Informativo

Durante esta semana, e quiçá durante a próxima também, estarei trasladando os textos daqui para uma página no facebook que criei ontem, à fim de dar mais visibilidade ao conteúdo do blog, e promover uma dinâmica mais intensa entre o autor e os leitores....

Por isso, quem acompanhar o blog (afinal, nunca tenho certeza de que alguém faça isso, pois até agora só tenho 3 mensagens em quase 50 textos...) Curta a página e nos ajude a divulgá-la... minha motivação pela fantasia ganha força quando outros embarcam nelas comigo... Vamos criar, vamos escrever, e vamos nos encantar...

Um abraço a todos! Vamos continuar seguindo estes belos passos dos trovadores!
 

30 de março de 2014

Vivendo a História - Prólogo

Material referente ao Projeto Vivendo a História

Há dois anos ocorreu a Batalha de Sekigahara, última grande batalha antes do início da nova Era. Muitos bons homens deram a vida por seus clãs, por sua pátria e por sua honra. Partidários do clã Tokugawa enfrentaram os Toyotomi e seus aliados. 

Os membros do clã Ukita, chefiados por Hideie, Daimyo da província de Bizen, eram um desses.

A cidade de Okayama estava esvaziada, pois muitos dos homens haviam partido para a batalha e ainda não haviam retornado. Todos aguardavam ansiosamente pelo retorno de seu Daimyo, ou ao menos por notícias do andamento da guerra. Contudo, numa tarde chuvosa, foram avistados ao longe dezenas de cavaleiros e soldados à pé, que vinham pela estrada, em direção ao castelo de Okayama, onde habitava a família do Daimyo e seus empregados.

Mas... Ao invés de seu senhor, eram inimigos que se aproximavam, ostentando a bandeira com o desenho de um círculo com três folhas de Alceia, o mon dos Tokugawa. Samurais e soldados dirigiram-se ao palácio alardeando a vitória de sua facção e exigindo a presença de todos os relativos de Ukita Hideie, imediatamente, para quem deveriam ler uma carta que havia sido escrita por ele.

Prontamente, a esposa dele, com seus dois filhos mais velhos, seus parentes e seus samurais, postaram-se na frente do castelo e ouviram a leitura, onde Hideie desculpava-se ao seus pelo seu fracasso e declarava sua rendição, entregue em nome do bem estar de sua família e de seus dependentes. Explicava também que seu desejo era que não houvesse mais mortes e que seus homens aceitassem a opção do exílio, assim como ele a havia escolhido para si e sua família.

A tragédia foi lamentada por todos de sua região,  cuja lealdade havia sido conquistada e perpetuada há mais de décadas por seu pai, que, ao longo das diversas guerras que ocorreram durante o período Sengoku, foi capaz de provê-los, ainda, de proteção, paz e alimento.

A província de Bizen fora entregue como espólios de guerra a Kobayakawa Hideaki, um jovem general de Tokugawa Ieyasu. Porém ele teve algumas dificuldades com os antigos vassalos, e, não conseguindo estabelecer a ordem através da diplomacia, foi obrigado a fazer uso da força para neutralizá-los, quando estes pegaram em armas para tentar negá-lo a posse do palácio de Okayama, capital da província.

Vitorioso, Kobayakawa Hideaki foi legitimado como Daimyo de Bizen e agora faz de tudo para trazer de volta à normalidade a vida de seus dependentes.


Por isso anunciou, numa mostra de amizade e boa vontade, a realização de um grande festejo no verão, em homenagem ao Sol, ao Mar e ao Universo. E convidou os nobres vizinhos e os camponeses de suas terras para que comemorassem com ele a inauguração de um novo Dojo, que seria presenteado a seu filho herdeiro.

Toda a cidade, os campos, os templos e o castelo se envolveram nos preparativos para o grande festival. E no fundo de seus corações desejavam, como seu antigo senhor, que a paz e a ordem reinassem, de uma vez por todas, em todo o Japão.