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3 de janeiro de 2015

FanFic de League of Legends - Um novo Campo da Justiça (5/6)



Parte V

Caça


                “Quando as vozes não deixam que ouça nem os próprios pensamentos é fácil compreender por que a loucura se apodera tão facilmente dos que pisam nesta ilha. A própria energia do lugar nos enerva.” – Ryze, o Mago Ladino.


                Com os corações disparados, ofegantes e atentos, olhavam ao redor, à espera de um inimigo que surgisse repentinamente das sombras para matá-los.


                - Temos que alcançar de uma forma ou de outra o coração da ilha... - Sussurrou Swain. - O lugar onde ocorreu o ritual... é lá que o portão para o mundo dos mortos foi aberto e é lá que a explicação para o que buscamos deve estar...


                - Se continuarmos seguindo juntos seremos presas fáceis - alertou-os Katarina. - Eles conhecem cada centímetro quadrado desta ilha, e para nos encontrar basta estarmos vivos.


                - Então vamos dar a eles algo para procurar - sugeriu Rumble, dando um tapinha na sua máquina de guerra.


                - Como vamos nos comunicar se nos afastarmos? - Perguntou Tristana. - Os comunicadores da liga não funcionam neste lugar.


                - Estes funcionam. - Declarou Ryze, retirando os três comunicadores usados na Twisted Treeline, que possuem a mesma energia da ilha.


                - Mas estes são muito poucos, somos seis - ponderou Tristana.


                - Há uma forma disso funcionar... - disse Ryze. - Cada um de nós possui três destes comunicadores, se cada um ficar com o seu, e der os outros dois para o Fiddlesticks e para o Swain eles poderão fazer a ponte de comunicação entre todos nós, enquanto coordenam as ações e compartilham nosso avanço.


                Os demais ouviam-no atentos, e já vasculhavam seus bolsos em busca dos artefatos.


                - Eu e Katarina, que somos mais rápidos - continuou o mago. - iremos na frente, tentando descobrir uma rota segura para seguirmos. Enquanto isso Rumble e Tristana, com o suporte do Swain e do Fiddle seguram o avanço dos guardiões da Ilha. Se nos separarmos eles serão forçados a se separar também e talvez aí esteja a nossa vantagem.


                - Exatamente como eu planejava! - Afirmou Swain.


                - Alguém vem vindo! - Alertou-os Katarina.


                - Precisamos dar um fim a estes vermes! - Reclamou Swain. - A vitória nos aguarda! O que estão esperando? Sigam o plano! Tristana distraia eles por enquanto. Fiddle, você acompanhará ela e tentará escapar pelo outro lado, chamando a atenção deles...


                - Sim, meu mestre! - Afirmou Fiddlesticks enquanto uma tempestade de corvos formava-se ao seu redor.


                - ...enquanto eu e Rumble cobriremos a fuga do Ryze e da Katarina! - Continuou.


                - Baby, não vá falhar agora.


~*~*~*~


                Sozinha, sentia a atmosfera do lugar lhe sufocar. As vozes que não paravam de se lamuriar pareciam mais altas, o frio mais intenso. E a morte, mais próxima. Estava ofegante pois vinha sendo perseguida há algum tempo sem ter certeza de quem a rastreava. Evitava as antigas estradas abandonadas e embrenhava-se na floresta tortuosa, confiante em sua furtividade.


                Logo chegou nas antigas ruínas de um vilarejo: Casas de pedra rachadas, cobertas por liquens florescentes, telhas de mármore quebradas, antigas marcas de carroças e patas de cavalo...


                Além do vilarejo, por onde o vento sibilava através das fendas e buracos das casas, ela pode discernir a forma de uma colina por detrás da névoa. Correu para lá, à fim de avistar algo que indicasse que seguia pelo caminho correto.


                - Encontrei uma colina, rapazes - Disse ela pelo comunicador aos outros, enquanto saltava pelos escombros, e se desviava de antigas armadilhas de caça. Mas não recebeu nenhuma resposta.


                Olhou ao redor buscando o horizonte e conseguiu divisar através da escuridão um feixe de luz roxo que irrompia do solo, nalgum lugar a frente e perdia-se no céu negro. Foi quando ouviu alguém se aproximando, e escondeu-se atrás de uma grande pedra redonda.


                Uma luz alaranjada fez sombras surgirem e dançarem conforme os passos tornavam-se mais altos. Com suas adagas nas mãos, pronta para atacar quem chegasse perto demais, ela prendeu a respiração aguardando, mas soltou quando os passos se afastaram. Olhou por trás da pedra e viu a figura curvada de Yorick procurando por ela. Quando levantou-se para afastar-se, caiu de joelhos, com algo segurando sua perna.


                Seus olhos saltaram de Yorick para a criatura que apertava dedos esqueléticos ao seu redor. Foi só então que percebeu que as pedras que cobriam a colina eram, na verdade, tumbas, provavelmente o antigo cemitério do vilarejo. Arregalou os olhos e cortou fora o braço da criatura que apertava sua perna.


                Yorick virou-se em sua direção erguendo os mortos ao redor. Katarina sacou suas adagas e as  arremessou contra os zumbis que se erguiam, mas eles eram muitos.


                - Aceite o inevitável - Sugeriu Yorick ao ver suas criaturas amontoando-se ao redor da assassina. Dezenas delas.


                O som de carne sendo rasgada, e os gritos de Katarina puderam ser ouvidos além da parede de corpos que a cercava. Mas ao observar atentamente viu que eram os zumbis que caíam. As adagas dilaceravam os restos mortais das criaturas ali reunidas.


                Yorick, ao avançar contra sua presa viu que a tinha perdido de vista. Katarina, sabendo que tinha pouco tempo, decidiu correr na direção do centro da ilha.


                - Swain! Fiddle! - Chamava ela, repetindo os nomes dos outros sem resposta. - Yorick está atrás de mim! Há uma luz roxa saindo do meio da ilha, estou me dirigindo para ela!


                Após alguns segundo de silêncio recebeu resposta.


                - Certo. Eu e Rumble estamos nos dirigindo para lá! - Era Swain. - Ryze seguiu pelas antigas rotas e descobriu algumas pedras mágicas formando o que parece ser um círculo, acredito que estejamos seguindo para o centro dele, nos encontraremos lá!


~*~*~*~


                Aquela tinha sido a última vez que tinha se comunicado com eles e desde então não parara de correr. Quando parava ouvia os passos ou avistava a luz da lanterna de Yorick procurando por ele, então despistava-o e voltava a correr. Até que alcançou uma ponte de pedra, que cruzava uma profunda fenda na terra, ela não via o outro lado, tampouco o fundo.


                Mas avistava a luz roxa, muito próxima agora, logo depois da ponte.


                Correu em sua direção, com o forte vento soprando-a e empurrando-a. Lá de baixo um cheiro azedo e terrível se erguia num ar quente capaz de pertencer há centenas de milhares de corpos em putrefação.


                Do outro lado, o antigo castelo do rei ainda estava de pé, com toda a sua imponência. A cidade ao seu redor, em ruínas. Sombras de vidas passadas circulavam, perdidas e sem propósito como moscas em torno de um lampião.


                - Eu cheguei aqui, onde estão vocês?


                "E se não tivéssemos encontrado e parado para destruir o círculo de invocação não sabemos o que nos teria acontecido. Mas, enquanto eu viver, magia nenhuma será um empecilho." Ryze, o Mago Ladino.

28 de dezembro de 2014

FanFic de League of Legends - Um novo Campo da Justiça (4/6)



Parte IV
Confronto

                “Os vivos devem morrer... Vocês se arrependerão de ter vindo até aqui... Façam deles um de nós... Há apenas um fim para isso... Façam deste lugar suas tumbas! Matem-nos! MATEM TODOS!” – Os mortos.

                A ilha estava infestada. A energia macabra dos mortos a recobria. Todos já sabiam que o antigo rei havia aberto o portão para o outro mundo, mas ninguém fazia ideia do que havia precedido e sucedido este fato.

                Sem a tripulação para manobrar corretamente o navio, os campeões o ancoraram bem longe da costa para não verem-no chocar-se contra as rochas, devido às fortes ondas formadas pela correnteza que circunda a Ilha. Vadearam até a praia, onde puderam verificar o estado em que aquela terra encontrava-se.

                A floresta parecia ter sido queimada, pois as árvores estavam negras e retorcidas, mas ainda emanavam alguma forma de energia.  Os céus não podiam ser vistos por conta da densa Névoa Negra que não se dissipava por mais que o vento enregelante continuasse a soprar forte e, junto da escuridão perene, impedia que enxergassem à distância.

                Sem outra alternativa, senão adentrar a inescrutável floresta, seguiram na direção que supunham levar ao centro da Ilha. Rios e charcos, fendas e abismos, troncos milenares e espinheiros intransponíveis impediam seu avanço. Além disso, conforme avançavam sentiam presenças cercando-os, seguindo-os, observando-os e preparam-se para o confronto iminente.

                Conhecedores da região os guardiões da Ilha estavam apenas se divertindo, observando-os caminhar perdidos. A floresta era sua morada e os mortos seus companheiros. Lhes seria mais do que prazeroso cobrar suas vidas, seria recompensador.

Conforme atravessavam um córrego, raso e plácido, vislumbraram em seu fundo centenas de ossos: crânios de criaturas que um dia viveram na Ilha das Sombras e agora não passavam de espectros do que foram no passado, fragmentos de uma existência.

Vozes indistintas ecoavam pelos céus. Vez ou outra espíritos deixavam a névoa para atormentá-los, com gritos, sussurros e palavras de ódio. O ar vibrava intensamente ao seu redor, e eles sentiram o abraço da morte bem próximo agora.

- Meu pássaro está faminto... – Murmurou Swain para os outros, como se reclamasse.

Espinhos saíram da terra, no instante seguinte, espalhando lama e ossos. Mas já tinham percebido a aproximação da caçadora e tiveram tempo de esquivar-se, cercando-a. Evelynn, no meio deles, começou a disparar espinhos em rápida sucessão, tentando afastá-los. Katarina, com suas facas na mão já estava em suas costas, Rumble e Tristana apontavam suas armas para ela e Ryze conjurava um feitiço.

Swain, prevendo a aproximação, havia alertado seus aliados. Que, prontos, dispararam tudo contra a assassina saída das sombras. Todos atacaram quase ao mesmo tempo. Mas quando viram ela já não estava mais ali.

- Isto termina quando eu disser – foi o som fantasmagórico saído do meio da floresta, onde uma luz verde podia ser entrevista.

- Dêem um fim a estes vermes! – Gritou Swain para os seus companheiros.

Rumble rapidamente projetou seu robô para frente e disparou seis tiros de canhão na direção onde Tresh e Evelynn se escondiam – Pensei que nunca fosse pedir!

                Mas eles se surpreenderam, quando, além do fogo, vislumbraram a silhueta dos seis guardiões da Ilha. Evelyn e Tresh, lado a lado, observando-os a distância com seus olhos zombeteiros. Mordekaiser, com sua maça apoiada nos ombros. Yorick na outra extremidade, observando-os do alto de uma rocha e Hecarim, aproximando-se pelo meio deles com sua lança.

                - Contemplem o poder da Ilha das Sombras! – Ele disse, ameaçador, enquanto saltava por cima das chamas, deixando sua voz ecoar sobre o rio onde os outros estavam. 

Os inimigos encararam-se por alguns instantes, avaliando o melhor momento de atacar.

                - Talvez se nos aproximássemos estrategicamente nós... – Começou Swain. – Ah, a quem estou enganando? Vamos nos transformar e devorar todos!

                Os espíritos que redemoinhavam nos céus investiram como aves de rapina contra os Campeões, mas eles estavam prontos para isso! E o confronto que veio a seguir foi capaz de abalar a moral de ambos os lados, pois nem um nem outro estavam ali com medo do enfrentamento. Pelo contrário, todos ali se regozijavam com o combate.

                Mas em dado momento, os seis piratas foram capazes de perceber suas forças diminuindo enquanto as de seus inimigos espectrais mantinham-se praticamente as mesmas. E, para a sua sobrevivência e conclusão da missão tiveram que recuar, e traçar uma nova estratégia, ou de fato teriam de se juntar à horda de mortos que povoava a Ilha das Sombras.

                               “Durante o tempo que andei sozinha naquele lugar, eu sentia muitos olhos me observando e o perigo, que me seguia a cada passo. A floresta parecia se mover conforme eu avançava. Uma pessoa comum jamais teria sobrevivido ao tormento que veio a seguir. Mas nenhum de nós é uma pessoa comum.” – Katarina, a Lâmina Sinistra.

27 de dezembro de 2014

FanFic de League of Legends - Um novo Campo da Justiça (3/6)



Parte III
Expedição

                “A frota foi preparada às pressas para chegar à Ilha antes do fim do Eclipse. A carta dos Altos Conselheiros falava sobre um mal que precisávamos investigar. Espero que os mantimentos durem toda a viagem. Com esta névoa e este vento soprando contra não sei se chegaremos a tempo. E, ainda estou me perguntando, por que estes seis piratas foram escolhidos para nos acompanhar?” – Capitão do Navio (Diário de Bordo –Dia 20/10)

                - Almirante, estou vendo algumas montanhas mais a frente! – Gritou um dos marujos do alto do observatório. Várias pessoas correram até a amurada da proa do navio para observar. – Estamos chegando!

                A bandeira de Demacia ondulava com o vento forte que soprava. Mas ela não representava toda a tripulação, apenas a nau de guerra que havia sido disponibilizada, havia poucos homens corajosos o bastante para aceitar esta empreitada, por isso a maior parte dos tripulantes sequer era da marinha.

                O típico som do andar do Swain ecoou pelo convés, enquanto subia as escadas, e os outros cinco que o acompanhavam vinham logo atrás. Eles raramente deixavam seus aposentos, sabiam que não eram bem quistos ali.

                O Almirante foi falar com ele, enquanto Ryze ia até a amurada ver o que estava acontecendo. Katarina saltou para o observatório, assustando o vigia.

                - Ouvi alguém dizer que estamos chegando? – Perguntou Swain.

                - Sim, Campeão. – Respondeu o Capitão do navio tentando manter a autoridade.

                - Aquilo não são montanhas... – Disse a Katarina, lá de cima.

                Com uma risada o Ryze acrescentou, encarando o capitão – Pode dar conta disso?

                Pegando sua luneta o capitão olhou pra onde o mago tatuado apontava. E viu as sombras que se aproximavam galopantes por cima das ondas. E notou que as montanhas, eram, na verdade espíritos, aos montes.

                - Vocês estão com medo? – Perguntou Fiddlesticks, escarnecendo da tripulação que se entreolhava apavorada, esperando ordens do capitão.

                Mas, mal o capitão tirou a luneta da frente dos olhos, a escuridão engolfou o navio, e uma falange de cavaleiros espectrais adentrou-o, cortando e mutilando. Hecarim, cavalgando por sobre as ondas, empalou o Almirante com sua lança.

                - Os vivos terão seu fim! - Retumbou a voz espectral.

                E o combate se deflagrou. Os gritos dos marinheiros e o som das armas se entrechocando ecoavam sobre o mar. Vez ou outra, como trovões, os tiros de canhão da Tristana e do Rumble iluminavam o navio, e a luta que era travada entre Ryze, Katarina e Hecarim podia ser vislumbrada.

                De repente, o som aterrorizante dos corvos invadiu a mente de todos e a voz rascante do espantalho se elevou sobre todas as outras.

                - TEMAM A MIM!

                O fogo começou a iluminar novamente a embarcação, o sangue escorria por entre as tábuas do assoalho. Swain controlava o timão enquanto os pássaros ao seu redor impediam os espíritos de se aproximar.

                No centro do convés, ferido, Hecarim recuou para dentro das sombras do oceano dizendo:

                - Suas almas imploram por descanso... A guerra não tem fim!

                Apenas os seis campeões ainda estavam vivos, e feridos. Viram Hecarim voltar para as sombras e desvanecer à distância. Os corpos desfigurados dos marinheiros e do comandante jaziam sem vida no chão. O silêncio súbito fazia pressão nos seus ouvidos. E foi Swain que o interrompeu:

                - Agora eu dou as ordens aqui! – Gritou Swain para os outros. – Vamos seguir a nossa jornada em direção à Ilha das Sombras!

                - Pronto pra segunda rodada – concordou Rumble calibrando o robô.

                - Ao nosso fim! – Gargalhou Fiddlesticks.

                - Suas escolhas me agradam – respondeu Katarina.

                - Uhuuul – comemorou Tristana. – Eu quero atirar em alguma coisa!

                - Vamos logo com isso! – Insistiu Ryze, correndo para a proa.

                “Não sabíamos que dia era, mas o eclipse estava quase completo e a escuridão tomava conta de todo o lugar. Não esperávamos ver o que vimos, ao chegar à ilha. A energia que aquilo emanava era assustadoramente poderosa, e se estamos aqui agora é por que... Eu não sei, talvez tenhamos tido sorte.” – Swain, o Mestre da Estratégia.

26 de dezembro de 2014

FanFic de League of Legends - Um novo Campo da Justiça (2/6)



Parte II
Ashram

"Vocês não entendem... As sombras nos consumirão!" – Ex-comandante de Demacia.

Membro do Alto-Conselho por longo tempo, Reginald Ashram mostrou-se o mais capaz de todos os invocadores. Mas ainda havia uma coisa que lhe atormentava, e a cada ano aproximava-se mais e mais. 

A morte.

Passou boa parte de sua vida pesquisando sobre formas de alcançar a imortalidade, o que lhe daria a oportunidade de aprimorar suas capacidades infinitamente. Até que ouviu falar sobre o bizarro ritual que o Rei da Ilha das Sombras – nome dado após este fato – conseguiu realizar, atingindo a vida eterna, até onde soube.

Graças à sua curiosidade seres como Mordekaiser, Tresh e Hecarim puderam ingressar na Liga. Ele avaliou-os e nomeou pessoalmente seus invocadores, descobrindo, então, os segredos de seu antigo Rei. Por isso passou a usá-los como espiões na liga.

Soube que o ritual havia ocorrido num eclipse. E aguardou ansiosamente pelo seguinte, quando viajou para a Ilha das Sombras atrás de seu maior desejo. Ele nunca mais retornou de lá, e cortou o contato com os antigos campeões...

Ao menos é o que eles acreditam, já que tem naturalmente a ambição de habitar e proteger a Ilha onde agora ele habita, impedindo que qualquer estranho adentre suas fronteiras. E ninguém nunca mais o viu, ou ouviu falar dele, a não ser em conversas sussurradas aqui e ali por curiosos ou teóricos.

Ninguém, com exceção do seu sucessor: Heywan Relivash. Que foi capaz de compreender e desvendar seu plano, mas, incapaz de suportar a verdade, teve sua razão arruinada por ele.

Afinal de contas ele ainda vive, e o poder do qual se aproxima pode engolfar toda Runeterra em Morte.

"Sozinha nos limites do mundo, as Ilhas das Sombras prometem somente a morte àqueles que acharem suas praias, seja por avareza ou infortúnio... Porém, para poucos privilegiados, o abraço gélido desta terra misteriosa traz poder inimaginável.” – Fragmento do único volume de um livro encontrado por Reginald Ashram, e agora perdido para sempre.