Sugestões, Pedidos e Dúvidas

Bem, espero que todos sintam-se livres para requisitar trabalhos específicos, sugerir procedimentos de postagem, fazer algum pedido ou tirar qualquer dúvida.

Agradeço pelas visualizações, mas agradecerei ainda mais pela participação no trabalho! Sintam-se livres para comentar e participar da construção das obras que serão para todos nós!

Se não quiserem fazer isso diretamente aqui, em alguns dos posts, há ainda a página no facebook



8 de março de 2015

Aqueles olhos



Eu me deparei com aqueles olhos brilhantes me encarando da escuridão. Apenas o brilho da lua refletido em sua córnea. Sério e contido me viu passar. Com um ar de superioridade e confiança descomedidos. Ele tinha certeza do que ele queria, e eu não fazia ideia. Não conseguia captar nenhum sinal reconhecível, e preferi acreditar no que me confortava mais.


Aquele olhar me perturbou - me assustou, eu diria. Fiquei um pouco confuso sobre o que ele realmente significava. Era duro e difícil de sustentar por muito tempo. Mas extremamente belo, curioso, instigante, provocante e surpreendente. Ele parecia ler minha alma, me entender com profundidade por debaixo das pálpebras que não me lembro de ver fechadas.


Eu queria desviar os olhos, mas sentia que se o fizesse ele saltaria sobre mim, tomando conta de todo o meu ser, destroçando minha existência. Mas isso era criação da minha mente. Ele obviamente só ficaria parado e arranjaria outra coisa mais interessante para olhar, quando eu saísse de seu caminho.

Me diminuindo me ameaçando e me compreendendo, me expondo e me fazendo pensar em coisas que eu não pensaria se não defronte praquele olhar.


Maldito gato sorrateiro.

15 de fevereiro de 2015

Promoção de Carnaval!


Saudações Leitores! Não percam esta promoção!

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É por tempo limitado!

Entre em contato! E compartilhe esta promoção para ninguém ficar de fora! Obrigado!

Entrem em contato pela página "Passos Trovadorescos" ou com o usuário "Estevão Balado"!


*Promoção Válida até o fim de Março!

11 de fevereiro de 2015

Schneider sai de férias! - Texto de Mateus Nascimento



Teorizando sobre (des)funções humanas na contemporaneidade: Schneider sai de férias! 


 
            Quando tratamos do séc. XXI da perspectiva do ocidente, assistimos (em ambos os sentidos; à saber: ver e apoiar) diversos discursos acerca do homem contemporâneo. Neste texto quero focar em um deles: a desumanização ascendente e contínua do indivíduo. Assim, sigo: a. apontando as características dessa perda de humanidade; b. questionando sobre o que entendemos como humanidade; c. fazendo uma análise da palavra raiz no contexto contemporâneo; d. propondo uma nova humanidade contemporânea sustentável. Acho por bem que os quatro objetivos, por conta de sua extensão e consistência teórica, só poderão ser entendidos na forma de uma historietas então, divirta-se!

***

            Em dezembro de 1993, Schneider tinha vinte anos completos. Fizera aniversário a pouco e decidiu comemorar dando-se uma viagem – desnecessário dizer pra onde. Pensava nesta viagem há muito tempo mas, nunca teve condições de realizá-la antes, por conta de sua condição financeira. Ele é filho de servidores públicos, mas seus pais investiram pesado em educação – algo caríssimo à época – e, por isso, nunca teve muitos luxos. Sabia consideravelmente de muitas coisas e sua especialidade em conversas e/ou discussões eram os assuntos relacionados ao Japão e sua cultura pop. Mantinha debates gostosos com amigos sobre os signos e mensagens (à lá semiótica) das animações, comumente chamadas de anime. Sabia também tocar piano, sua paixão infantil, na qual gastou anos e anos de estudo e dedicação.

            Enfim, era um pequeno notável e decidiu se recompensar – recompensar é a palavra exata pois ele havia passado em provas de ingresso aos cursos universitários de várias faculdades em função de sua disciplina de estudos (estamos falando da ordem acordar/estudar/ almoçar/estudar/dormir/ em todos os dias da semana, exceto domingo quando se entendia com suas práticas religiosas). Almejava a carreira de professor, uma profissão para ele nobre e honrosa.

            Era o dia dez de janeiro quando finalizou os trâmites burocráticos de seu périplo (compra de passagem, emissão de passaporte, preenchimento de protocolos na embaixada) e começou a pensar sobre o que iria levar na mala. Começou com um livro, cinco pares de tênis, cinco calças, cinco blusas estampadas e vermelhas, nécessaire de artigos de higiene pessoal, meias e cuecas de sobra, sua câmera recém adquirida para o percurso, e um aparelho com diversas músicas clássicas para escutar em momentos propícios. Tudo isso numa mala larga e ao mesmo tempo prática – ele sabia arrumar as malas como ninguém, de modo que fez caber tudo sem muita dificuldade. Com isso, o tempo passou e o dia chegou: a hora da partida. 

            Em janeiro de 1994, Schneider se dirigiu para uma viagem atípica. Sua viagem era mais um símbolo daquilo que estaria prestes a fazer. A expressão ‘Schneider saiu me viagem’ não era a mais adequada ali naquele momento; o certo seria dizer que ele estava saindo em peregrinação. Chegou ao aeroporto sozinho. Seus pais queriam acompanhá-lo para aquele adeus tradicional dos familiares em aeroportos, mas ele insistiu que precisava fazer isso sozinho. A viagem seria pra ele uma libertação dos fatos reais. 

            Pessoas se matam uma vida inteira para conseguir superar outros que nem conhecem; são inseridas numa lógica seletiva absurda e imoral; são postas a provas de verificação que atestam, por meio de uma simbologia inadequada, absolutamente, merda nenhuma se não que um ou outro pode ser melhor por números diferentes. À esses fatores devemos pensar Schneider: um menino inserido numa dinâmica externa de rendimento e produção. Não à toa, ele decidiu viajar; precisava se repensar. Viu-se cercado do vai e vem do saguão. Um lugar sombrio e curioso: como é possível ter em sua volta um sem número de pessoas, de carne e osso, mas formalmente mecanizadas, processo contínuo e aceito contemporaneamente, e sentir-se sozinho? Onde estamos que nossas relações tornam-nos próximos de distantes e distantes de próximos? Era o que Schneider almejava descobrir em sua viagem. 

            Sacou um caderno de notas e rabiscou, como que para afirmar a memória em tempos futuros, as seguintes palavras que lhe surgiram em pensamento de repente: Invertemos a ordem dos fatos! Raízes sustentam folhas e não folhas oprimem raízes. Guardou o caderno e seguiu para o portão de seu avião, nesse ínterim pensava em como tudo aquilo lhe parecia uma dança, de movimentos duros e ritmo inumano, do qual, em peregrinação, tentaria fugir ou abstrair.

***

Autor: Mateus Nascimento

            Texto extremamente profundo e provocador. Cada frase precisa ser digerida com cautela. O debate que este texto promove é verdadeiramente encantador. Vou, por bem, pô-lo na aba de educação, que acho que é onde melhor se encaixa, de modo geral, já que boa parte do seu debate, a envolve de maneira absoluta. (Uma pequena nota de Estevão Balado)

4 de fevereiro de 2015

Quero ler os textos de vocês também!

Queridos leitores! Estou aqui com um pedido de desculpas pela demora nas postagens no Blog, Ainda devo a última parte da Fan Fic do League of Legends para vocês! Mas ela será postada Semana que vem!

Eu tenho estado bastante envolvido com o nosso novo Canal do Youtube para que ele possa começar a caminhar e eu consiga coordenar ambos, Blog e Canal!

Porém, venho também com uma ideia nova que me ocorreu e que seria muito legal se vocês participassem! Sei que muitos dos que acompanham o blog também escrevem, gostam disso e eu tenho certeza que tem muita coisa boa engavetada aí! Então, o que acham de Publicarem no Blog, poemas, textos e contos que vocês queiram mostrar para o mundo!?

Basta mandar para o meu e-mail os textos que vcs querem publicar, que eu lerei, e publicarei aqui em seu nome, com todos os devidos créditos e se tiverem seu próprio blog, podemos divulgar! Basta entrar em contato, afinal, todos nós seguimos os Passos Trovadorescos!


Meu e-mail: estevaobalado@hotmail.com

Quando muitos textos começarem a chegar, todos eles serão postados na nossa Página do Facebook e os mais curtidos a cada mês ou semana serão trazidos para cá! O que acham? 

8 de janeiro de 2015

Informativo

Gente, eu to no Twitter como @EstevaoBalado Lá vou divulgar coisas do blog e canal do youtube, que por enquanto está em construção, mas já tem alguns vídeos temporários que vocês podem conferir.
Sigam lá pra dar uma força plz, se inscrevam no canal para serem notificados quando os primeiros vídeos forem ao ar e não se esqueçam de conferir as novas postagens aqui do blog também! Muitas novidades virão esse ano!

3 de janeiro de 2015

FanFic de League of Legends - Um novo Campo da Justiça (5/6)



Parte V

Caça


                “Quando as vozes não deixam que ouça nem os próprios pensamentos é fácil compreender por que a loucura se apodera tão facilmente dos que pisam nesta ilha. A própria energia do lugar nos enerva.” – Ryze, o Mago Ladino.


                Com os corações disparados, ofegantes e atentos, olhavam ao redor, à espera de um inimigo que surgisse repentinamente das sombras para matá-los.


                - Temos que alcançar de uma forma ou de outra o coração da ilha... - Sussurrou Swain. - O lugar onde ocorreu o ritual... é lá que o portão para o mundo dos mortos foi aberto e é lá que a explicação para o que buscamos deve estar...


                - Se continuarmos seguindo juntos seremos presas fáceis - alertou-os Katarina. - Eles conhecem cada centímetro quadrado desta ilha, e para nos encontrar basta estarmos vivos.


                - Então vamos dar a eles algo para procurar - sugeriu Rumble, dando um tapinha na sua máquina de guerra.


                - Como vamos nos comunicar se nos afastarmos? - Perguntou Tristana. - Os comunicadores da liga não funcionam neste lugar.


                - Estes funcionam. - Declarou Ryze, retirando os três comunicadores usados na Twisted Treeline, que possuem a mesma energia da ilha.


                - Mas estes são muito poucos, somos seis - ponderou Tristana.


                - Há uma forma disso funcionar... - disse Ryze. - Cada um de nós possui três destes comunicadores, se cada um ficar com o seu, e der os outros dois para o Fiddlesticks e para o Swain eles poderão fazer a ponte de comunicação entre todos nós, enquanto coordenam as ações e compartilham nosso avanço.


                Os demais ouviam-no atentos, e já vasculhavam seus bolsos em busca dos artefatos.


                - Eu e Katarina, que somos mais rápidos - continuou o mago. - iremos na frente, tentando descobrir uma rota segura para seguirmos. Enquanto isso Rumble e Tristana, com o suporte do Swain e do Fiddle seguram o avanço dos guardiões da Ilha. Se nos separarmos eles serão forçados a se separar também e talvez aí esteja a nossa vantagem.


                - Exatamente como eu planejava! - Afirmou Swain.


                - Alguém vem vindo! - Alertou-os Katarina.


                - Precisamos dar um fim a estes vermes! - Reclamou Swain. - A vitória nos aguarda! O que estão esperando? Sigam o plano! Tristana distraia eles por enquanto. Fiddle, você acompanhará ela e tentará escapar pelo outro lado, chamando a atenção deles...


                - Sim, meu mestre! - Afirmou Fiddlesticks enquanto uma tempestade de corvos formava-se ao seu redor.


                - ...enquanto eu e Rumble cobriremos a fuga do Ryze e da Katarina! - Continuou.


                - Baby, não vá falhar agora.


~*~*~*~


                Sozinha, sentia a atmosfera do lugar lhe sufocar. As vozes que não paravam de se lamuriar pareciam mais altas, o frio mais intenso. E a morte, mais próxima. Estava ofegante pois vinha sendo perseguida há algum tempo sem ter certeza de quem a rastreava. Evitava as antigas estradas abandonadas e embrenhava-se na floresta tortuosa, confiante em sua furtividade.


                Logo chegou nas antigas ruínas de um vilarejo: Casas de pedra rachadas, cobertas por liquens florescentes, telhas de mármore quebradas, antigas marcas de carroças e patas de cavalo...


                Além do vilarejo, por onde o vento sibilava através das fendas e buracos das casas, ela pode discernir a forma de uma colina por detrás da névoa. Correu para lá, à fim de avistar algo que indicasse que seguia pelo caminho correto.


                - Encontrei uma colina, rapazes - Disse ela pelo comunicador aos outros, enquanto saltava pelos escombros, e se desviava de antigas armadilhas de caça. Mas não recebeu nenhuma resposta.


                Olhou ao redor buscando o horizonte e conseguiu divisar através da escuridão um feixe de luz roxo que irrompia do solo, nalgum lugar a frente e perdia-se no céu negro. Foi quando ouviu alguém se aproximando, e escondeu-se atrás de uma grande pedra redonda.


                Uma luz alaranjada fez sombras surgirem e dançarem conforme os passos tornavam-se mais altos. Com suas adagas nas mãos, pronta para atacar quem chegasse perto demais, ela prendeu a respiração aguardando, mas soltou quando os passos se afastaram. Olhou por trás da pedra e viu a figura curvada de Yorick procurando por ela. Quando levantou-se para afastar-se, caiu de joelhos, com algo segurando sua perna.


                Seus olhos saltaram de Yorick para a criatura que apertava dedos esqueléticos ao seu redor. Foi só então que percebeu que as pedras que cobriam a colina eram, na verdade, tumbas, provavelmente o antigo cemitério do vilarejo. Arregalou os olhos e cortou fora o braço da criatura que apertava sua perna.


                Yorick virou-se em sua direção erguendo os mortos ao redor. Katarina sacou suas adagas e as  arremessou contra os zumbis que se erguiam, mas eles eram muitos.


                - Aceite o inevitável - Sugeriu Yorick ao ver suas criaturas amontoando-se ao redor da assassina. Dezenas delas.


                O som de carne sendo rasgada, e os gritos de Katarina puderam ser ouvidos além da parede de corpos que a cercava. Mas ao observar atentamente viu que eram os zumbis que caíam. As adagas dilaceravam os restos mortais das criaturas ali reunidas.


                Yorick, ao avançar contra sua presa viu que a tinha perdido de vista. Katarina, sabendo que tinha pouco tempo, decidiu correr na direção do centro da ilha.


                - Swain! Fiddle! - Chamava ela, repetindo os nomes dos outros sem resposta. - Yorick está atrás de mim! Há uma luz roxa saindo do meio da ilha, estou me dirigindo para ela!


                Após alguns segundo de silêncio recebeu resposta.


                - Certo. Eu e Rumble estamos nos dirigindo para lá! - Era Swain. - Ryze seguiu pelas antigas rotas e descobriu algumas pedras mágicas formando o que parece ser um círculo, acredito que estejamos seguindo para o centro dele, nos encontraremos lá!


~*~*~*~


                Aquela tinha sido a última vez que tinha se comunicado com eles e desde então não parara de correr. Quando parava ouvia os passos ou avistava a luz da lanterna de Yorick procurando por ele, então despistava-o e voltava a correr. Até que alcançou uma ponte de pedra, que cruzava uma profunda fenda na terra, ela não via o outro lado, tampouco o fundo.


                Mas avistava a luz roxa, muito próxima agora, logo depois da ponte.


                Correu em sua direção, com o forte vento soprando-a e empurrando-a. Lá de baixo um cheiro azedo e terrível se erguia num ar quente capaz de pertencer há centenas de milhares de corpos em putrefação.


                Do outro lado, o antigo castelo do rei ainda estava de pé, com toda a sua imponência. A cidade ao seu redor, em ruínas. Sombras de vidas passadas circulavam, perdidas e sem propósito como moscas em torno de um lampião.


                - Eu cheguei aqui, onde estão vocês?


                "E se não tivéssemos encontrado e parado para destruir o círculo de invocação não sabemos o que nos teria acontecido. Mas, enquanto eu viver, magia nenhuma será um empecilho." Ryze, o Mago Ladino.